Pout Pourri São João I – Arraiá

1-Cometa Mambembe
Alcymar Monteiro

Quando a estrela brilhar na cabeleira
E o galope acordar na beira mar
Bem-ti-vi e a canção da goiabeira
Brisa lua no mato pra cheirar

No cometa do forróbodó baiano
Ou nas cores da cauda do pavão
Zanzibá, tuaregues e batucas
Andaluzes de Gandhi coração

Tenha fé no azul que ta no frevo
Que azul é a cor da alegria
No cavalo mambembe sem relevo
No galope de Olinda pra Bahia, oh

Tenha fé no azul que ta no frevo
Que azul é a cor da alegria
No cavalo mambembe sem relevo
No galope de Olinda pra Bahia, oh

—-SOLO—-

Quando a estrela brilhar na cabeleira
E o galope acordar na beira mar
Bem-ti-vi e a canção da goiabeira
Brisa lua no mato pra cheirar

No cometa do forróbodó baiano
Ou nas cores da cauda do pavão
Zanzibá, tuaregues e batucas
Andaluzes de Gandhi coração

Tenha fé no azul que ta no frevo
Que azul é a cor da alegria
No cavalo mambembe sem relevo
No galope de Olinda pra Bahia, oh

Tenha fé no azul que ta no frevo
Que azul é a cor da alegria
No cavalo mambembe sem relevo
No galope de Olinda pra Bahia, oh

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2-Pedras Que Cantam
Dominguinhos

Quem é rico mora na praia
Mas quem trabalha nem tem onde morar
Quem não chora dorme com fome
Mas quem tem nome joga prata no ar

Ô tempo duro no ambiente
Ô tempo escuro na memória
O tempo é quente
E o dragão é voraz

Vamos embora de repente
Vamos embora sem demora
Vamos pra frente
Que pra trás não dá mais

Pra ser feliz num lugar
Pra sorrir e cantar
Tanta coisa a gente inventa

Mas no dia que a poesia se arrebenta
É que as pedras vão cantar

—-SOLO—-

Pra ser feliz num lugar
Pra sorrir e cantar
Tanta coisa a gente inventa

Mas no dia que a poesia se arrebenta
É que as pedras vão cantar

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3-Tropicana (Morena Tropicana)
Alceu Valença

Da manga rosa quero gosto e o sumo
Melão maduro, sapoti, juá
Jaboticaba, teu olhar noturno
Beijo travoso de umbu-cajá

Pele macia, ai, carne de caju
Saliva doce, doce mel, mel de uruçu

Linda morena, fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana, vem me desfrutar!
Linda morena, fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana, vou te desfrutar!

Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, iô, iô
Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, ai, ai

Da manga rosa quero gosto e o sumo
Melão maduro, sapoti, juá
Jaboticaba, teu olhar noturno
Beijo travoso de umbu-cajá

Pele macia, ai, carne de caju
Saliva doce, doce mel, mel de uruçu

Linda morena, fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana, vou te desfrutar!
Linda morena, fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana, vem me desfrutar!

Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, iô, iô
Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, ai, ai

Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, ai, ai
Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, ai, ai

—-SOLO—-

Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, ai, ai
Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, ai, ai

Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, ai, ai
Morena tropicana

Morena tropicana, eu quero teu sabor
Ai, ai, ai, ai
Morena tropicana

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4-Só o Filé
Mastruz Com Leite

Essa menina tá
Essa menina é
Essa menina tá
Tá, tá só o filé

Esse menino tá
Esse menino é
Esse menino tá
Tá, tá só o filé

Menina você é
A oitava maravilha
Se Deus ajudar
Vou ser o pai da sua filha

Menina você é
A oitava maravilha
Se Deus ajudar
Vou ser o pai da sua filha

Essa menina tá
Essa menina é
Essa menina tá
Tá, tá só o filé

Esse menino tá
Esse menino é
Esse menino tá
Tá, tá só o filé

Se um dia eu lhe perder
Menina a coisa fica preta
Você é o filé
Do lado que o boi não deita

Se um dia eu lhe perder
Menina a coisa fica preta
Você é o filé
Do lado que o boi não deita

Essa menina tá
Essa menina é
Essa menina tá
Tá, tá só o filé

Esse menino tá
Esse menino é
Esse menino tá
Tá, tá só o filé

Você é um filé
Por isso vou lhe prometer
Se minha mulher deixar
Um dia eu caso com você

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5-Frevo Mulher
Zé Ramalho

Quantos aqui ouvem
Os olhos eram de fé
Quantos elementos
Amam aquela mulher

Quantos homens eram inverno
Outros verão
Outonos caindo secos
No solo da minha mão

Gemeram entre cabeças
A ponta do esporão
A folha do não-me-toque
E o medo da solidão

Veneno, meu companheiro
Desata no cantador
E desemboca no primeiro
Açude do meu amor

É quando o tempo sacode
A cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia
Procurando por um

É quando o tempo sacode
A cabeleira
A trança toda vermelha
Um olho cego vagueia
Procurando por um

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